
Daniela Leite
Medalha de ouro no Pan com o conjunto, Daniela não teve o mesmo desempenho em Pequim, amargando o último lugar
- Data de nascimento
- 20/04/1988
- Local de nascimento
- Belo Horizonte (MG)
- Residência
- Vila Velha (ES)
- Peso e altura
- 54 kg / 1,72 m
- Prova
- Conjunto
- Participação em Pequim
- 12ºlugar na prova por equipes
Uma das estrelas do conjunto de ginástica rítmica do Brasil que brilhou no Pan-2007, a estreante Daniela e suas companheiras de seleção se despediram de Pequim com a última posição nas eliminatórias da prova por equipes.
Ficando apenas na 12º posição, o time brasileiro de ginástica rítmica voltou para o Brasil com o pior resultado desde as últimas duas edições dos Jogos. A classificação ficou muito abaixo da expectativa brasileira, que tinha como objetivo pelo menos chegar às finais
Esta mineira levou algum tempo para se decidir pela ginástica. Acostumada à rotina de treinos pesados, Daniela era o tipo de criança que estava sempre envolvida com algum esporte. “Eu fazia ginástica, vôlei, natação, um monte de coisa. E era assim com meus dois irmãos também”, conta.
O empurrão da técnica de ginástica foi o que a fez optar e seguir o treinamento específico para esta modalidade. “Se eu não escolhesse nada, eu nunca seria boa em alguma coisa”, lembra a mineira nascida em Belo Horizonte.
A influência de seus pais foi fundamental. Filha do ex-goleiro do Atlético-MG João Leite e da ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei Eliana Aleixo, a atleta aproveitou suas aulas de balé feitas aos 8 anos para brilhar na ginástica rítmica.
De olho no futuro, a ginasta hoje divide seu tempo entre os treinos e a faculdade de Relações Internacionais, que cursa em Vila Velha (ES).

Reserva da equipe, Luana assistiu o péssimo desempenho da seleção em Pequim

Luisa e conjunto ficam em último lugar na prova por equipes

Marcela é a mais velha da equipe, com 22 anos

Nicole está entre as mais experientes do conjunto

Tayanne já tem duas Olimpíadas no currículo

Luana Faro
Apesar de ter sido titular de todas as apresentações em 2008, Luana não se apresentou nas eliminatórias com o conjunto
- Data de nascimento
- 24/03/1990
- Local de nascimento
- Belém (PA)
- Residência
- Vila Velha (ES)
- Peso e altura
- 49 kg / 1,63 m
- Prova
- Conjunto
- Participação em Pequim
- 12º lugar na prova por equipes
Única da equipe que não participou dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007, a paraense Luana é também a caçula do time. Uma surpresa vinda do norte do país. Luana Faro saiu de Belém do Pará para ajudar a seleção a brilhas nas Olimpíadas, mas não deu.
Reserva da seleção, Luana participou apenas da primeira apresentação da seleção em Pequim. Durante a fase eliminatória, a ginasta teve que assistir de longe o fraco desempenho de sua equipe, que amargou a 12º colocação. Este foi o pior desempenho da ginástica rítmica desde as últimas duas edições dos Jogos.
Este ano, ela já competiu com o conjunto brasileiro na Ucrânia, França, Portugal, Itália e Bulgária. Neste último país, as brasileiras ficaram em quarto lugar, à frente do Azerbaijão, país que passou às finais e terminou em sétimo lugar em Pequim.
Aos 18 anos, a caçula da equipe treina desde os 6 anos, mas convive com a modalidade desde que nasceu. Luana é filha de Carmen Lilia Faro, professora de ginástica rítmica que iniciou o esporte no estado.
Entre 2004 e 2005, Luana teve a chance de vivenciar o treinamento na Bulgária. Voltou de lá preparada para integrar a seleção e, desde o final de 2006, ela mora em Vila Velha (ES), junto com toda a equipe. No ano seguinte, ela foi preterida dos Jogos Pan-Americanos, mas acabou ganhando a vaga de Natália Peixinho no conjunto brasileiro para Pequim.

Luisa Matsuo
Envolvida com a ginástica desde cedo, Luisa não se desliga do esporte nem quando está em Florianópolis, sua cidade natal
- Data de nascimento
- 08/08/1988
- Local de nascimento
- Florianópolis (SC)
- Residência
- Vila Velha (ES)
- Peso e altura
- 52 kg / 1,73 m
- Prova
- Conjunto
- Participação em Pequim
- 12º lugar na prova por equipes
Luisa, que fez a sua estréia nas Olimpíadas, protagonizou, ao lado da seleção brasileira, um péssimo desempenho em Pequim, ficando em uma posição muito abaixo da expectativa brasileria. A Olimpíada de Pequim irá ficar para a história como a pior participação do Brasil desde os últimos dois Jogos. Com 29,125 pontos, o conjunto brasileiro não conseguiu chegar nem às finais e acabou ficando na última posição, o 12º lugar.
Luisa já é conhecida do público que acompanha a ginástica rítmica. Com 12 anos de treinamento, desde 2005 compete na seleção. Nascida em Florianópolis, ela hoje mora em Vila Velha (ES), base da equipe brasileira de ginástica rítmica, e não esconde as saudades de casa.
Depois de ser vice-campeã no Pré-Pan, realizado em 2005, e vice-campeã nos Jogos Sul-Americanos de 2006, os dois na prova de conjunto, ela integrou o time que foi vitorioso no Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro–2007 e voltou para casa com três medalhas de ouro na bagagem.
Este ano, ela já competiu com o conjunto brasileiro na Ucrânia, França, Portugal, Itália e Bulgária. Neste último país, as brasileiras ficaram em quarto lugar, à frente do Azerbaijão, seleção que teve um desempenho muito melhor que o do Brasil em Pequim, eles ficaram em sétimo lugar na final por equipes.
Nascida no dia 8 de agosto de 1988, Luisa completou 20 anos no dia da abertura dos Jogos, mas o excesso de números oito que compõem a sua data de nascimento, segundo a crença chinesa o número traz muita sorte, não ajudou a seleção em Pequim.

Marcela Menezes
Marcela lutou muito para fazer parte da seleção principal. Sua persistência foi recompensada e hoje ela faz parte da elite
- Data de nascimento
- 08/06/1986
- Local de nascimento
- Salvador (BA)
- Residência
- Vila Velha (ES)
- Peso e altura
- 49 kg / 1,63 m
- Prova
- Conjunto
- Participação em Pequim
- 12º lugar na prova por equipes
Marcela que sempre lutou muito para fazer parte da seleção principal, estreou nas olimpíadas em Pequim juntamente com a seleção brasileira e obteve um péssimo desempenho. O 12º lugar marcou a pior participação do Brasil desde os últimos dois Jogos. Com 29,125 pontos, o conjunto brasileiro não conseguiu chegar nem às finais e acabou ficando na última posição.
Em 2003, Marcela não se classificou para integrar a equipe de ginástica rítmica do Pan de Santo Domingo. Muito triste, ela teve que se superar quatro anos depois para passar nas seletivas e ter o prazer de ser uma das responsáveis pelo tricampeonato brasileiro da modalidade no Rio de Janeiro.
Emocionada, Marcela hoje vê os frutos de seu esforço ao ser uma das titulares da equipe nos Jogos Olímpicos. Este ano, ela já competiu com o conjunto brasileiro na Ucrânia, França, Portugal, Itália e Bulgária. Neste último, as brasileiras ficaram em quarto lugar, à frente do Azerbaijão, país que foi superior em Pequim, ficando com a sétima colocação.

Nicole Müller
Titular da seleção desde maio de 2005, Nicole ficou em último lugar em Pequim com a seleção
- Data de nascimento
- 27/02/1989
- Local de nascimento
- Toledo (PR)
- Residência
- Vila Velha (ES)
- Peso e altura
- 50 kg / 1,67 m
- Prova
- Conjunto
- Participação em Pequim
- 12º lugar na prova por equipes
A mais experiente da seleção terminou a sua participação em Pequim sendo eliminada juntamente com a seleção logo na fase eliminatória. O 12º lugar marcou a pior participação do Brasil desde os últimos dois Jogos. Com 29,125 pontos, o conjunto brasileiro não conseguiu chegar nem às finais e acabou ficando na última posição.
Nicole Müller foi uma das integrantes da equipe brasileira de ginástica rítmica que conquistou três medalhas de ouro no Pan – 2007. Ela faz parte de um núcleo tradicional da ginástica no Brasil. A cidade de Toledo, no Paraná, já formou algumas das atletas de ginástica rítmica mais bem sucedidas do país.
Além de Nicole, que compete por equipes, Ana Paula Scheffer (bronze no individual com arco no Pan) e Angélica Kvieczynski (6º lugar no individual geral no Pan) também nasceram na mesma cidade. As atletas, inclusive, receberam diversas homenagens em Toledo por conta das conquistas no Pan. Para as Olimpíadas, a única a se classificar foi Nicole.
Este ano, ela já competiu com o conjunto brasileiro na Ucrânia, França, Portugal, Itália e Bulgária. Neste último país, as brasileiras ficaram em quarto lugar, à frente do Azerbaijão, seleção que se classificou para a final em Pequim, conquistando o sétimo lugar.

Tayanne Mantovaneli
Mesmo depois de passar por três cirurgias no joelho, Tayanne continua como uma das melhores ginastas do país
- Data de nascimento
- 14/02/1987
- Local de nascimento
- São Paulo (SP)
- Residência
- Vila Velha (ES)
- Peso e altura
- 55 kg / 1,65 m
- Prova
- Conjunto
- Participação em Olimpíadas
- 2004, 12º lugar em Pequim (2008)
A veterana da seleção brasileira voltou de Pequim com uma triste lembrança: a última colocação na prova por equipes. Ficando apenas na 12º posição, o time brasileiro de ginástica rítmica voltou para o Brasil com o pior resultado desde as últimas duas edições dos Jogos. A classificação ficou muito abaixo da expectativa brasileira, que tinha como objetivo pelo menos chegar às finais
Titular absoluta da equipe, Tayanne esteve nos Jogos de Atenas-2004 e na seleção do Pan-2007. A atleta é a única ginasta brasileira a conseguir uma medalha individual na ginástica rítmica. Tayanne foi bronze na prova de maças no Pan de Santo Domingo–2003.
Porém, mesmo com a conquista, a atleta optou por deixar a competição individual e buscou um lugar no conjunto. A mudança viabilizou o seu sonho olímpico e ela participou do grupo que foi oitavo colocado na Grécia. Daquele grupo, apenas Tayanne prossegue na modalidade, mas ela precisou superar muitos obstáculos nestes quatro anos.
Após a estréia olímpica, ela sofreu uma lesão no joelho e ficou praticamente dois anos fora da ginástica. Neste período, a atleta viu a base de treinamento da equipe ser mudada de Londrina–PR para Vila Velha-ES, cidade onde já morava. Isso permitiu que Tayanne se reaproximasse do esporte e retornasse à seleção. Sua ótima recuperação das três cirurgias feitas no joelho lhe valeu uma vaga na equipe de ouro do Pan–2007.
Formada em direito, a atleta atualmente está em dúvida sobre seus planos para o futuro. “Quero passar na prova da OAB e seguir a carreira advocatícia, mas o amor à ginástica é grande, ainda não sei se vou mesmo me afastar do esporte”, conta.